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domingo, 24 de abril de 2011

COPA DE 2014: COMO ANDAM AS OBRAS


Recentemente, o presidente da FIFA, Joseph Blatter, andou reclamando do ritmo das obras para a Copa do Mundo de 2014, e alertou o Brasil de que o Mundial "é amanhã". O presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Ricardo Teixeira, reagiu dizendo que "não é papel da CBF pressionar governantes, ainda mais quando não há nenhum motivo para tal". 

Saiba como estão hoje os 12 estádios de 2014:

MARACANÃ (RJ): Em recente vistoria na presença do ministro-chefe da CGU, Jorge Hage Sobrinho, e do relator do TCU para a Copa de 2014, ministro Valmir Campelo, o governador do Rio, Sérgio Cabral, confirmou que o estádio será entregue em dezembro de 2012 e, com uma nova cobertura, estará à disposição para a Copa das Confederações, com capacidade para 76 mil pessoas, a um custo máximo de R$ 1,05 bi. 
ITAQUERÃO (SP): Ainda estão sendo feitos ajustes no projeto para que seja possível captar carta de crédito de R$ 400 milhões no BNDES. O início das obras está previsto para maio, com um custo estimado de R$ 600 milhões. A capacidade será de 65 mil torcedores. Deve receber o jogo de abertura, se ficar pronta a tempo. 
BEIRA-RIO (RS): O Internacional anunciou na semana passada que a construtora Andrade Gutierrez viabilizará financeiramente as obras do estádio, em troca da concessão de sua exploração pelos próximos 20 anos. O Beira-Rio terá capacidade ampliada para 60 mil lugares. O custo estimado é de R$ 270 milhões. 
MINEIRÃO (MG): É considerada a obra mais avançada da Copa. Está entrando em sua terceira fase. O custo total do projeto, entre a reforma do estádio e da esplanada, é de R$ 743 milhões. 
ARENA DA BAIXADA (PR): É um dos estádios privados do Mundial. O Atlético-PR prevê o início das obras para junho deste ano, a um custo de R$ 130 milhões. Serão construídos um quarto lance de arquibancada e a cobertura. O município liberou crédito de R$ 90 milhões para o clube paranaense. A capacidade será de 42 mil lugares. 
MANÉ GARRINCHA (DF): A demolição e o desmonte de partes da arquibancada já foram iniciados. O novo Mané Garrincha terá capacidade para 71 mil torcedores e custará R$ 671 milhões. O projeto inclui estacionamentos, área de apoio, vestiários e lojas. 
ARENA DO PANTANAL (MS): As obras de fundações deveriam terminar em dezembro, mas foram adiadas devido às chuvas. Com arquibancadas e cobertura desmontáveis, a capacidade de 43.600 lugares poderá ser reduzida em até 30% após o Mundial. O custo previsto é de R$ 342 milhões. 
ARENA AMAZÔNIA (AM): As obras continuam, e no momento, estão sendo instaladas as bases para a arquibancada inferior. A nova arena substituirá o Vivaldo Lima, em demolição. A capacidade será de 42.200 torcedores, a um custo de R$ 450 milhões. 
CASTELÃO (CE): As obras no entorno começaram, mas as internas estão previstas para 31 de março. Com a reforma, o Castelão passará a ter 67.037 lugares, além de estacionamento, centro olímpico e um ginásio. O custo foi orçado em R$ 518,6 milhões. O Ceará pretende receber uma das semifinais da Copa. 
ARENA DAS DUNAS (RN): Assim como São Paulo, é o único local onde as obras para o Mundial de 2014 ainda não começaram. O início está previsto para o mês de maio e ficará a cargo da OAS, única participante da licitação. O custo total da obra, hoje, está calculado em R$ 593 milhões. As arquibancadas flexíveis permitirão remover parte dos 47 mil assentos do estádio depois da Copa. 
ARENA NOVA FONTE (BA): Substituirá a antiga Fonte Nova. Terá capacidade para 50.433 lugares e três anéis de arquibancada, mas como os baianos ainda mantêm a esperança de substituir São Paulo na abertura da Copa, poderá ser ampliada para 65 mil. A previsão de custos é de R$ 590 milhões. 
ARENA PERNAMBUCO (PE): A obra está na fase de terraplanagem e fundações. Localizada em São Lourenço da Mata, a 19 km de Recife, terá capacidade para 46 mil lugares e seis mil vagas para carros. Custará R$ 532 milhões.








Conclusão:
Há muito a ser feito, muito já poderia ter sido feito. Mas é nesse estágio que se encontra as obras. Algumas mais adiantadas, a pleno vapor, outras ainda nem saíram do papel. 3 anos passa rápido, e se não levar mais a sério essas obras, as coisas vão se complicar até a Copa. Vamos acreditar que vai dar certo, que não se cometerão abusos e desvios de dinheiro, mesmo o óbvio ser outra coisa. 
Mas viva o esporte e o futebol, e que venha 2014!

terça-feira, 19 de abril de 2011

COPA DE 2014: PORTO ALEGRE

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Porto Alegre 

Estádio Beira-Rio 

Capacidade: 60 mil lugares. 
População: 1,4 milhão de habitantes 
PIB: R$ 20,9 bilhões 
PIB per capita: R$ 20,9 mil 
Aeroporto: Aeroporto Internacional Salgado Filho 
Rede hoteleira: 13 mil leitos 
Estabelecimentos de saúde: 519 
Transporte público: 1,5 mil ônibus 
Metrô: não 
Fontes: IBGE e comitê da cidade candidata 

A cidade

Fundada junto ao rio Guaíba em 1772, Porto Alegre é a capital mais meridional do país, e a que possui maior renda per capita da região Sul. Eleita por três vezes a metrópole brasileira com melhor qualidade de vida pela ONU, Porto Alegre é uma das capitais mais arborizadas do Brasil, com uma média de 17 m2 de área verde por habitante. 


Beira-Rio e Olímpico: os dois estádios de Porto Alegre

Porto Alegre conta com dois estádios, o Beira-Rio e o Olímpico, e dados de público e arrecadação que indicam a potencial sustentação econômica das adaptações necessárias para atender às exigências da FIFA. O que para outras cidades seria motivo de contentamento, na capital gaúcha virou um problema. Isso porque a FIFA permite o uso de apenas um estádio por cidade, para concentrar as transmissões das partidas, e as arenas pertencem a times rivais. 

O estádio José Pinheiro Borda, conhecido como o Gigante da Beira-Rio, pertence ao Sport Club Internacional, o Inter. Para sediar os jogos da Copa, o Beira-Rio já está passando por uma reforma. E o Estádio Olímpico Monumental, do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense. Este time, por sua vez, aposta na construção de uma nova arena multiuso na saída de Porto Alegre, próximo à BR 116 e do seu entroncamento com a nova rodovia BR 448. A obra estaria aliada a um plano de urbanização que incluiria edifícios residenciais, comerciais, unidades educacionais e serviços. 
Os dois projetos em disputa vão além de um empreendimento esportivo, estando inseridos em programas de urbanização ou revitalização do entorno. Após a escolha, o plano com as mudanças deverá ser definido, com a viabilização dos recursos para os investimentos. 





O Estádio Beira-Rio do internacional foi escolhido pelo comitê organizador local como o estádio de Porto alegre para a Copa de 2014, mas por uma questão política, essa escolha esteve ameaçada, visto que o Internacional se aliou ao Clube dos 13 na recente disputa pelas cotas de TV do Brasileirão, e se posicionou contra a Rede Globo e CBF. Essa mesma disputa política tirou o Morumbi como estádio da Copa, pelas divergências entre o São Paulo e a CBF.

Turismo na região gaúcha 
A cidade tem vocação para o turismo de eventos e negócios, mas também ostenta belos “cartões-postais”, como a Estátua do Laçador e a Usina do Gasômetro; é rodeada por destinos bastante visitados, como Novo Hamburgo; e fica a pouco mais de 100 km da rota turística da Serra Gaúcha, que inclui as cidades de Gramado e Canela. 





O maior fluxo turístico, vindo do exterior, provavelmente não seria o de europeus ou asiáticos, mas o de turistas dos países vizinhos, como Argentina, Uruguai e Paraguai, que normalmente buscam a região para compras. 






Outra modalidade com potencial para se desenvolver é o de turismo de negócios, já que Porto Alegre é um importante centro de atividades em diversas áreas. Para receber os turistas, a capital gaúcha tem hoje 80 hotéis das principais redes e mais de 12,7 mil leitos. A hotelaria de pequeno porte, baseada em hotéis-fazenda e pousadas no entorno da cidade, têm ampliado a oferta de leitos disponíveis. 



Mobilidade e acessibilidade 
A região metropolitana de Porto Alegre abrange mais de 30 municípios, que se ligam à capital pelas rodovias BR-116 e BR-290 (conhecida como a Freeway), e pela av. Castelo Branco. As opções de transporte público são as 330 linhas urbanas e 1.882 linhas intermunicipais, além do sistema de trens metropolitanos, cuja ampliação deve custar em torno de R$ 3,7 milhões. 
O planejamento da mobilidade urbana da região tem estratégias de implantação da Rede Estrutural Multimodal, com horizontes temporais para os anos de 2013, 2023 e 2033. A cidade planeja ainda um metrô com extensão de 37,4 km e capacidade para 80 mil passageiros por hora, mas apenas a primeira fase do projeto deverá ser executada para a Copa. Ela teria 13,2 km de extensão, e facilitaria a acessibilidade dos visitantes. Além disso, o DNIT planeja obras rodoviárias para melhorar o acesso ao interior, a Santa Catarina e à Argentina. 

Infraestrutura aeroportuária 
O Aeroporto Internacional Salgado Filho está localizado na zona norte de Porto Alegre, a 15 minutos do centro da cidade, e transporta cerca de 13 mil passageiros diariamente. É o principal aeroporto da região Sul, e está passando por uma ampliação, planejada antes de a cidade ser candidata à cidade-sede da Copa. O projeto prevê a extensão da pista dos atuais 2,7 mil metros para 3,5 mil metros, melhorando o conceito dos serviços para o Mundial. 

Desafios para 2014 
O maior desafio a ser enfrentado pela cidade de Porto Alegre nos próximos quatro é a melhoria da infraestrutura urbana, com dois grandes projetos de implantação do metrô e urbanização da orla do rio Guaíba. 
Não menos importante é concluir um novo estádio até 2013. Um desafio importante talvez seja administrar a rivalidade existente entre os dois times gaúchos tradicionais (Grêmio e Inter).
Próximo: Recife